terça-feira, 26 de maio de 2009


Dentre tantas coisasdesagradáveis eu quero dissertar hoje sobre a questão de sofrerantecipadamente. Não consigo mudar essa atitude tão claudicante do meu espírito. Refiro-me à angústia do óbvio que apenas ainda não chegou, aquela situaçãozinha chata e incongruente de uma figa que vai acontecer, a qual te desgastará emocionalmente... e não conseguimos parar de pensar até que se efetue. E a expectativa vai corroendo, dando palpitações, tirando todos os pequenos prazeres do cotidiano até o momento da agonia.
Lembro-me dos dois ou três dias que antecipavam a prova de matemática, da angústia daquela época; quanta agonia! Mas tudo cessava depois que eutregava a dita na mão do cansativo professor (porque todos os meus professores de matemáticas eram cansativos - talvez seja um defeito de quem faz exatas), pouco importava a nota, que nunca foi lá essas coisas. A angústia do sofrimento antecipado seja mais dolorosa, agora, quem sabe, por saber que o momento de a onça beber água é apenas o começo da chateação. Ê, vida!

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